velhas... como os postes... as sementes do mal... os comedores de folhas......... como as crianças da lavadeira abandonada os porcos voam...
domingo, 13 de março de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
figos cortados
o ser se esvai como uma nuvem entre os dedos
e a neve de muito próxima distante atrás do espelho
uma fantasia de vertigem, a vertigem destrói os carros e torna as mentes insustentáveis
não nesses que subjugam a natureza das texturas
aqui a neve se esconde por trás espelhos, e as nuvens se esvaem entre os dedos no reflexo...
o sol causticante como tornado sincero se põe face a face
a sombra se projeta em algum lugar, a sombra se projeta ao infinito e se esvai
tudo se esvai no infinito
o ser se dissipa na esquina
a cor da face perde a casa
e a mente, perdida no que mais não esta, balbucia como num pesadelo, despida do corpo, emitindo a ansia muda que não atinge os músculos
como uma lembrança presente, distante de próxima, atrás das imagens alucinadas
como a presença do que não houve
e do que não se fez
do sol descendo em cores e da brisa como num dia muito familiar
das imagens saltitantes dos furos na cortina
e os sentidos arranhando a pele, num coro de existência, ela, que não pode ser esquecida por força ou vontade
me bate um gosto doce e aquoso, levemente amargo, de felicidade, seja isso um espasmo, de vida viva flutuante, que passa aos meus olhos como uma criança bebada, tão familiar...
e um abater profundo do presenciado em solitute o que é de outro
a consciência do sangue coagulado no peito
do etéreo
e da solitude imutável
como tornar ser as palavras que faltam
e a neve de muito próxima distante atrás do espelho
uma fantasia de vertigem, a vertigem destrói os carros e torna as mentes insustentáveis
não nesses que subjugam a natureza das texturas
aqui a neve se esconde por trás espelhos, e as nuvens se esvaem entre os dedos no reflexo...
o sol causticante como tornado sincero se põe face a face
a sombra se projeta em algum lugar, a sombra se projeta ao infinito e se esvai
tudo se esvai no infinito
o ser se dissipa na esquina
a cor da face perde a casa
e a mente, perdida no que mais não esta, balbucia como num pesadelo, despida do corpo, emitindo a ansia muda que não atinge os músculos
como uma lembrança presente, distante de próxima, atrás das imagens alucinadas
como a presença do que não houve
e do que não se fez
do sol descendo em cores e da brisa como num dia muito familiar
das imagens saltitantes dos furos na cortina
e os sentidos arranhando a pele, num coro de existência, ela, que não pode ser esquecida por força ou vontade
me bate um gosto doce e aquoso, levemente amargo, de felicidade, seja isso um espasmo, de vida viva flutuante, que passa aos meus olhos como uma criança bebada, tão familiar...
e um abater profundo do presenciado em solitute o que é de outro
a consciência do sangue coagulado no peito
do etéreo
e da solitude imutável
como tornar ser as palavras que faltam
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Bárbaro
Anteriormente rejeitado, morto de abandono em plena juventude, exumado a fins de lhe dar uma migalha, como uma medalha a um morto por ter morrido ou a um aleijado por ter perdido a perna. Originalmente, integrante de "Crônicas do Asilo", e não havia mesmo mais nada que pudesse integrar. Quem sabe não volta?
serei foto
lumiado como imagem terei força, serei bárbaro
não-ingerido, não-degradado, não-expelido,
te mostre aos olhos, te fale aos ouvidos
ultrapasse os efeitos sonoros e fogos...
atinja tua mente...
um dialogo, seu inicio.
o principio do contato do teu anima com o meu...
aquilo que nos dá vida
talvez hoje não gostes mais do circo,
talvez hoje te encante o por do sol...
e quando enfim de tua mente fluírem diálogos,
serás bárbaro,
estrangeiro em uma terra de mensageiros mudos e espectadores adormecidos...
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Ascensão à luz
o homem se reduz em sua casa até o ponto em que se domestica
se reduz até encolher numa pequenez as coisas no caber de dizer de seu
reduz a abstração a pequenos objetos
então cessa de viver, por não caber a vida à vida que entalhou delicadamente
o homem em sua natureza é como um lobo... como a abstração de um lobo...
como a abstração de qualquer animal ou coisa
um vaguear em sentidos, se quedar osmótico na estepe, se quedar num perceber absolutamente abstrato de um ciclo de eletrochoques transcendentes as dimensões da vista, na infinitude do que não se cabe a contagem e, por isso, não se faz em extensão inimaginável
o homem domestica a abstração à concretude parametizável
precisam caber como fichas nos seus sulcos entalhados, precisam ser entalhadas, também, as coisas, forjadas em fichas, depositadas como hóstias na boca dos sulcos, rangendo e tintilando, iniciando o mecanismo dos brinquedos, dos refrigerantes
mas o homem em sua natureza é como o lobo, como a explosão shamãnica de adentrar um lobo pelos olhos
incapaz de se conter na pequenez de caber dizer um si
incompreensível à extensão de objetos, de pequenos objetos
incomprimível...
e a exaltação se fez como brilhasse uma luz, e reluziu na insanidade de alguns, dos seus, como divino, o lumiar incandescido de uma face transfigurada em restos, desvencilhada do que aprisionava desde os dedos dos pés e o ventre e agora voa ou talvez apenas finda.
se reduz até encolher numa pequenez as coisas no caber de dizer de seu
reduz a abstração a pequenos objetos
então cessa de viver, por não caber a vida à vida que entalhou delicadamente
o homem em sua natureza é como um lobo... como a abstração de um lobo...
como a abstração de qualquer animal ou coisa
um vaguear em sentidos, se quedar osmótico na estepe, se quedar num perceber absolutamente abstrato de um ciclo de eletrochoques transcendentes as dimensões da vista, na infinitude do que não se cabe a contagem e, por isso, não se faz em extensão inimaginável
o homem domestica a abstração à concretude parametizável
precisam caber como fichas nos seus sulcos entalhados, precisam ser entalhadas, também, as coisas, forjadas em fichas, depositadas como hóstias na boca dos sulcos, rangendo e tintilando, iniciando o mecanismo dos brinquedos, dos refrigerantes
mas o homem em sua natureza é como o lobo, como a explosão shamãnica de adentrar um lobo pelos olhos
incapaz de se conter na pequenez de caber dizer um si
incompreensível à extensão de objetos, de pequenos objetos
incomprimível...
e a exaltação se fez como brilhasse uma luz, e reluziu na insanidade de alguns, dos seus, como divino, o lumiar incandescido de uma face transfigurada em restos, desvencilhada do que aprisionava desde os dedos dos pés e o ventre e agora voa ou talvez apenas finda.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
os botões se movem como pequenos besouros...
a chuva piano o ar...
evaporam pequenas comoções que já esqueci o rosto...
a chuva escala em pequenos apertos no meu peito...
retorna um vento frio...
como meu sangue fosse alvo... fosse neve...
como me confortasse um ar de casa...
que em criança me tremia...
e agora me aquece...
a chuva piano o ar...
evaporam pequenas comoções que já esqueci o rosto...
a chuva escala em pequenos apertos no meu peito...
retorna um vento frio...
como meu sangue fosse alvo... fosse neve...
como me confortasse um ar de casa...
que em criança me tremia...
e agora me aquece...
domingo, 10 de outubro de 2010
dos postes onde nada habita
vou pintar minhas paredes de azul
trazer uma noite azul esfumaçada ao meu quarto
manchar os dedos a cara impregnar de pingos
e então secar... e então pó a se dissolver no tempo
não pode me pintar não pode me por cores
minhas paredes ruínas onde ninguém habita onde não habito
minhas paredes o fantasma ucraniano onde não vagueio...
onde te encontra fauno? onde te pusesse de mim?
a erva começa a cheirar no campo? não sinto
que é esta estação?
vou pintar de azul, esfumaçado, onde habita ouriço
para que ele habite, para que habite novamente
e que venha o fauno e comece a cheirar à erva
vivo entre as ruínas escorrendo entre as ruínas
onde deus se faz aos infelizes os seus enganos
e ergue os muros de seus desejos e as necessidades de clausura
e sufocam clausura
paredes de azul... esfumaçado como não fosse novo como fosse desabado, mas não vai ser...
quero me esgueirar na ferrugem nos tijolos cobertos de lodo na erva que começa a cheirar
com a alegria de sentir o ser
com a alegria de voltar
com o ar que invade e arde doce
stalker
trazer uma noite azul esfumaçada ao meu quarto
manchar os dedos a cara impregnar de pingos
e então secar... e então pó a se dissolver no tempo
não pode me pintar não pode me por cores
minhas paredes ruínas onde ninguém habita onde não habito
minhas paredes o fantasma ucraniano onde não vagueio...
onde te encontra fauno? onde te pusesse de mim?
a erva começa a cheirar no campo? não sinto
que é esta estação?
vou pintar de azul, esfumaçado, onde habita ouriço
para que ele habite, para que habite novamente
e que venha o fauno e comece a cheirar à erva
vivo entre as ruínas escorrendo entre as ruínas
onde deus se faz aos infelizes os seus enganos
e ergue os muros de seus desejos e as necessidades de clausura
e sufocam clausura
paredes de azul... esfumaçado como não fosse novo como fosse desabado, mas não vai ser...
quero me esgueirar na ferrugem nos tijolos cobertos de lodo na erva que começa a cheirar
com a alegria de sentir o ser
com a alegria de voltar
com o ar que invade e arde doce
stalker
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